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12 de Junho de 2021
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    Poesia e Diplomacia - O Magistral discurso de Ernesto Araújo no Itamaraty

    Paulo Antonio Papini, Advogado
    Publicado por Paulo Antonio Papini
    há 8 meses

    Artigo escrito por Cláudio Luiz Caivano.

    O Ministro Ernesto Araújo citou a poesia em seu discurso e, ao menos a mim, me pareceu uma defesa veemente da liberdade de expressão e principalmente de pensamento, no sentido de demonstrar o sentido da vida através da imortalidade da alma e um propósito de vida!


    O ministro justifica a síntese com maestria, pois, cita Platão, que foi precursor da metafísica, e defendeu como ninguém a ideia de transcendência do sentido da vida, no entanto, penso que ninguém sintetizou melhor a essência e importância da nossa identidade do que Sócrates, não deixou escritos, mas, deixou um pensamento, uma frase:

    Conhece-te a ti mesmo!

    Essa minha citação tem uma proposição não de discordância, ao contrário, eu não poderia concordar mais com o Ministro, principalmente quando ele afirma que o “isentão é escravo de algum marxista defunto.”

    Pra mim, o isentão é um permissivo que não se posiciona e distorce qualquer contexto geopolítico!

    O ministro cita ainda essa distorção do debate público que chama de “covidismo” o surgimento dessa nova ordem.

    Nos vemos em um aprisionamento vigiado de Foucault, onde a nossa identidade é retirada. Através da obrigatoriedade do uso de máscara, mitigaram a nossa crença, nossa fé e negaram aquilo que afirmaram defender, a ciência!

    Com toda certeza o ministro tem razão, pois todos são aspectos instrumentais do esquerdismo, marxista-leninista como ele mesmo cita, que coloca o indivíduo aprisionado pelo medo coletivamente, fazendo parte de uma massa de manobra, literalmente uma manada anencéfala.

    O velho discurso esquerdista de enfrentamento contra algo genericamente denominada de um mal maior, (um propósito pragmático), coloca os indivíduos em lados opostos como uma eterna luta entre o bem e o mal, onde a ideologia deles representa o bem!

    Essa luta foi modernizada e oportunamente utilizada pelo esquerdismo nesse ponto, representado diletamente pra eles, pelo comunismo chinês, onde o inimigo agora é invisível, ou seja, não tem rosto, não tem corpo, não é ideologizado.

    Isso é de extrema relevância porque é uma tentativa de unir a todos em um único lado. Sun Tzu – A Arte da Guerra, vencer sem lutar!

    A tentativa é clara de criação de uma nova ordem geopolítica, hegemônica e que seja, finalmente, legítima! Legitimação do covidismo!

    Eis aí, creio eu no mesmo tanto que o Ministro tentou poeticamente afirmar em seu discurso, este é o maior perigo!

    Quando você legitima uma força hegemônica através de um ideal identitário, você condena à obscuridade e sujeitos à punição da história todos aqueles que se opuserem!

    O risco, como eu disse ontem em outra Live, é muito maior e nós devemos aumentar o nosso trabalho da Direita em busca de maior ressonância nos nossos expectadores.

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